Alzheimer

Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma doença irreversível em que as células do cérebro vão gradualmente morrendo. Em consequência o doente vai perdendo as capacidades associadas á parte do cérebro afetada como por exemplo a memória, a linguagem ou a concentração. A perda destas funções fazem com que o doente com o evoluir da doença deixe de ter autonomia para realizar as funções mais básicas de subsistência como saber vestir-se ou alimentar-se.

Ainda estão por saber as causas da doença de Alzheimer. Contudo a doença de Alzheimer que surge em pessoas jovens (por volta dos 45 a 55 anos) parece que tem um fator hereditário.

Não existe um tratamento que cure a doença. Alguns fármacos dão uma melhor qualidade de vida e atrasam a velocidade da perda das capacidades e assim permitem que o doente se mantenha autónomo por mais algum tempo.

A doença evolui por várias fases até que o doente fique acamado e acabe por falecer não da doença em si mas de complicações associadas ao fato de estar acamado como por exemplo as infeções respiratórias (pneumonia) e urinárias.

Saber que se tem a Doença de Alzheimer pode ser traumático mas permite ao doente preparar assuntos que mais tarde não terá capacidade de decidir como por exemplo se deseja permanecer na sua casa ou ir para um lar ou quem vai administrar os seus bens.


Diagnóstico

O diagnóstico da doença de Alzheimer é feito por exclusão. Isto é, excluem-se doenças que justifiquem aqueles sintomas e só depois se diz que o doente tem Alzheimer.

Há um conjunto de exames complementares que poderão ser pedidos:

  • TAC
  • Eletroencefalograma
  • Análises ao sangue  (para despistar doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis que pode dar um quadro de demência).


Sintomas

Os sintomas na fase inicial da doença são muito subtis e relacionados, por exemplo, com pequenos esquecimentos de objetos ou dificuldade em encontrar as palavras certas. Uma característica que permite distinguir este esquecimento das normais falhas de memória é que no doente de Alzheimer uma vez esquecida a informação ele não volta a lembrar-se. Se ele se esqueceu de onde deixou as chaves ele não vai lembrar onde foi enquanto num esquecimento dito normal mais tarde relembra. Á medida que o doente evolui os esquecimentos vão-se tornando mais notórios e o doente pode mesmo não se reconhecer ao espelho nem reconhecer familiares próximos.

O doente tem dificuldade em executar tarefas diárias comuns como vestir-se e fazer uma refeição. É frequente os doentes perderem-se nas suas próprias casas pois a doença altera a noção de orientação.

O doente ao perceber que está a perder capacidades frequentemente sente-se triste e deprimido.





Sinais

As alterações das capacidades de autossuficiência são visíveis no vestir e na organização do espaço do doente. É comum um doente de Alzheimer vestir-se de forma inapropriada e ter comportamentos inadequados às situações do dia-a-dia.



Fases da doença

Cada doente tem a sua própria evolução. Alguns permanecem autónomos por mais tempo enquanto outros passam rapidamente ao estadio de total dependência. De um modo geral costuma-se dividir a evolução em três etapas: ligeiro, moderado e grave.



Tratamentos

O doente de Alzheimer com o evoluir da doença vai perdendo capacidades. Os tratamentos vão depender da fase em que o doente se encontra pois eles visam dar conforto e qualidade de vida apenas.
Assim existem várias formas de acompanhar o doente de Alzheimer:

Tratamento farmacológico - Os fármacos específicos para a doença de Alzheimer são os anti demenciais como por exemplo donepezilo, galantamina, rivastigmina ou memantina. No entanto o doente deve ser tratado de outras patologias associadas como a depressão ou insónia.

Terapia ocupacional - a terapia ocupacional deve ser adequada às capacidades atuais do doente e que lhe permita sentir-se útil e feliz.

Exercício físico regular com caminhadas permitem manter a agilidade física.

Fisioterapia - a fisioterapia é muito importante para prevenir a rigidez do corpo, em particular no doente acamado.

Cuidados continuados - são um conjunto de medidas de apoio ao doente acamado e totalmente dependente que incluem posicionamentos atempados, alimentação adequada ao estado do doente (com colher, com seringa ou com sonda) entre muitos outros cuidados que visam dar conforto e qualidade de vida.



Prevenção

Não existe uma forma garantida de prevenir a doença. No entanto é recomendado que se tente manter intelectualmente ativo realizando jogos como as palavras cruzadas ou os jogos de cartas e lendo.

Existe um exame que permite identificar um gene que parece aumentar a probabilidade de vir a desenvolver a doença. É mais utilizado para investigação, estudo da doença e em casos de jovens com Alzheimer na família. No entanto o fato de ser portador desse gene não garante que a pessoa venha a sofrer da doença. Significa apenas que ela tem uma maior probabilidade de a desenvolver.



As informaçðes e sugestðes contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas.