Conjuntivite

Conjuntivite

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva do olho. 

O olho é revestido por uma fina pelicula transparente chamada conjuntiva que reveste a parte branca do olho e o interior da pálpebra. As conjuntivas reagem a agentes externos como os vírus, as baterias, os fungos e agentes alergénicos irritantes ou tóxicos (a poeira ou o pólen) inflamando. A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva. Quando a conjuntiva se inflama consegue-se ver os pequeninos vasos sanguíneos que se tornam mais proeminentes e dão o aspeto vermelho ao olho.

A classificação da conjuntivite é feita consoante o agente causador da inflamação. E por isso as conjuntivites podem ser bacterianas, virais, fúngicas ou alérgicas.

É uma situação frequente e quando é causada por baterias, vírus ou fungos pode ser muito contagiosa. 

A cura da conjuntivite pode ocorrer entre três a quinze dias consoante faz ou não um tratamento e consoante os tipos de conjuntivite. 

A conjuntivite persistente pode ser um sinal de uma doença subjacente. O mais frequente são as doenças reumáticas, tais como a artrite reumática e lúpus. A conjuntivite pode estar associada a determinadas doenças inflamatórias dos intestinos tais como colites ulcerosa e a doença de Crohn.


Diagnóstico

O médico especialista desta doença é o oftalmologista. 

O diagnóstico é baseado nos sinais e sintomas e no histórico do doente. Por exemplo se o doente aparece com sinais e sintomas de uma conjuntivite com secreção liquida e transparente e está constipado á partida terá uma conjuntivite viral. Se associada aos sintomas da conjuntivite existirem secreções purulentas e o doente estiver também com uma otite o médico irá pensar numa infeção bacteriana. 

Por vezes é realizado pelo oftalmologista o exame biomicroscópico ocular (também chamado de lâmpada de fenda). Neste exame o doente apoia o queixo e a testa no aparelho de modo a manter-se imóvel e a lâmpada permite ao médico observar as estruturas frontais do olho. 

A instilação de gotas de fluoresceína é utilizado quando se pretende ver se há lesões de outras estruturas do olho além da conjuntiva. 

Só excecionalmente se fazem exames complementares para diagnosticar a conjuntivite. São situações de resistência ao tratamento escolhido ou ao aparecimento de complicações no olho que justificam o estudo pormenorizado da conjuntivite com colheita das secreções e estudo do agente causador em meio de cultura.



Sintomas

Os sintomas mais comuns são:

  • Comichão.
  • Remela e lacrimejo constante.
  • Olho vermelho.
  • Sensibilidade á luz.

O doente queixa-se de comichão e de estar constantemente a chorar ou então de acordar com o olho “colado”. Estes sintomas estão associados á resposta do olho ao agente estranho.

O fato de a pessoa acordar com o olho colado está relacionado com o tipo de bateria. Estas baterias crescem melhor em ambientes anaeróbios (isto é, sem oxigénio) pelo que quando o doente dorme e tem os olhos fechados cria o ambiente propício para o crescimento destes micro-organismos.

Os olhos normalmente ficam raiados de sangue devido á inflamação da conjuntiva.





Sinais

Os olhos de um doente com conjuntivite poderão apresentar os seguintes sinais:

  • Remela que cola os olhos ao acordar
  • Constante lacrimejar
  • Olhos vermelhos

 



Tratamentos

O tratamento da conjuntivite pode ser feito com recurso a colírios ou pomadas oftálmicas de diferentes conteúdos. No entanto deve-se salientar a importância de utilizar sempre materiais e produtos estéreis quando se tratar do olho, independentemente do tipo de tratamento proposto. Frequentemente as pessoas guardam as gotas e as pomadas que resultaram do tratamento de uma conjuntivite anterior. Mas esse é um erro grave pois todos os produtos que se utilizam nos olhos têm que estar estéreis e os produtos de uso oftálmico têm sempre uma validade curta depois de aberto. O que significa que numa próxima conjuntivite o produto já estará fora de prazo. Outra situação a evitar é a partilha de produtos entre doentes, mesmo que da mesma família, também por causa da esterilidade.

A escolha do tratamento vai depender do tipo de infeção e também de questões pessoais. 

Poderão ser propostos ao doente as seguintes alternativas de tratamento:

  • No tratamento farmacológico utilizam-se colírios e pomadas com anti víricos, anti fúngicos, antibióticos, anti histamínicos e corticosteroides.
  • A fitoterapia recomenda a lavagem dos olhos com chá fraco de camomila.
  • Segundo a homeopatia a beladona e a eufrásia poderão o aliviar dos sintomas.
  • A aplicação de compressas individuais e embebidas em água morna com sal e colocada sobre os olhos facilita a remoção das remelas e é uma forma caseira de ajudar a tratar a conjuntivite.


Prevenção

A conjuntivite é uma doença altamente contagiosa e muitas vezes transmitida através das mãos e das gotículas da tosse e da fala.

Para prevenir a conjuntivite é importante que se tenham alguns hábitos:

  • Lavar as mãos com frequência.
  • Usar toalhas de papel ou não partilhar toalhas.
  • As toalhas usadas pelos doentes devem ser lavadas com lixivia.
  • Eliminar produtos de cosmética (rímel, eyeliner, sombras) que tenha utilizado durante uma conjuntivite, e nunca partilhar estes objetos.
  • Utilizar óculos de sol.

 



As informaçðes e sugestðes contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas.