Hiperatividade

Hiperatividade

A hiperatividade é também conhecida como “Transtorno do deficit de atenção com hiperatividade” – TDAH.

Não é uma doença mas sim um transtorno do comportamento, aparentemente com causas genéticas, que aparece na infância e muitas vezes acompanha o indivíduo para o resto da vida. É mais frequente no sexo masculino do que no feminino.

Caracteriza-se por uma capacidade de concentração anormalmente reduzida, impulsividade e movimentos constantes. Muitas vezes estas crianças são chamadas de “bicho-carpinteiro”, mal-educadas ou de burras. No entanto elas têm uma inteligência normal. 

O tratamento não é consensual pois os fármacos utilizados têm efeitos secundários que devem ser muito bem ponderados relativamente às consequências de uma TDAH não medicada.


Diagnóstico

Muitas crianças são erradamente diagnosticadas de hiperativas. Segundo a OMS para o diagnóstico da TDAH é necessário reunir um conjunto de sintomas que devem ser avaliados por um profissional experiente na área. De preferência deve-se recorrer a um psiquiatra ou a um pedopsiquiatra. Trata-se de um diagnóstico complexo que não se resume a uma análise sumária de sintomas mas sim uma análise profunda do caso. 

Existem testes e exames clínicos que ajudam o médico especialista a fazer o diagnóstico e a excluir patologias que possam dar sintomas da TADH. São exemplos:

  • Teste de QI (Questionário de Inteligência)
  • Avaliação cognitiva e comportamental
  • Avaliação neuro-psicológica
  • Avaliação emocional
  • TAC craneoencefálica
  • Eletroencefalograma
  • Análises ao sangue


Sintomas

Os sintomas referidos para o diagnóstico da TDAH devem estar presentes em vários ambientes: na escola, em casa e na presença da família por exemplo.

Os sintomas estão associados a desatenção, impulsividade e hiperatividade. Estas crianças têm dificuldade em se concentrar, estão sempre a mexer-se e fazem o que pensam sem considerar o perigo. No adulto os sintomas poderão ser mais subtis.





Sinais

A TDAH é mais notada nas crianças (pela sua agitação psicomotora e falta de concentração) no entanto no adulto é também visível através dos seguintes sinais:

Atrasos frequentes, falta de organização, dificuldade em manter relacionamentos, depressão, dificuldade em se expressar e repetição de palavras.



Tratamentos

Não existe um tratamento único para a TDAH. Existem várias abordagens que permitem que o indivíduo tenha uma melhor qualidade de vida:

  • Tratamento farmacológico

A prescrição de medicamentos está restrita a casos muito particulares e incluem substâncias estimulantes como o metilfenidato. Este fármaco tem efeitos secundários consideráveis como anorexia, náuseas e vómitos, dores abdominais, cefaleias, inibição do crescimento no uso prolongado em crianças, palpitações, hipertensão, psicose e dependência.

  • Terapia pela música 

Ouvir música relaxante pode ajudar a acalmar. Criar a sua própria música pode ajudar a criar a estimular a sua capacidade de concentração.

  • Naturopatia 

Segundo alguns nutricionistas pode ser útil eliminar o açúcar da alimentação.

  • Terapia assistida por animais
  • Neurofeedback
  • Coaching comportamental
  • Psicoterapia comportamental e cognitiva


As informaçðes e sugestðes contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas.