Melanoma

Melanoma

As células que produzem o pigmento que dá a cor á pele chamam-se melanócitos. O melanoma é um cancro e desenvolve-se quando o ADN dos melanócitos sofre agressões que dão origem a mutações (alterações no ADN). Essas mutações levam a que os melanócitos se multipliquem de forma descontrolada e tenham a capacidade de se espalhar para outros tecidos do corpo e assim desenvolvam um cancro. As agressões que danificam o ADN dessas células são quase sempre causadas pelas radiações solares ou pelos solários a que as pessoas se sujeitam.

O melanoma é um dos tipos de cancro mais comum. A probabilidade de desenvolver melanoma aumenta com a idade, embora a doença afete pessoas de todas as idades. Pode ocorrer em qualquer superfície da pele (isto é, na maior parte das vezes o melanoma aparece na pele mas ele pode também surgir nos olhos e nas mucosas como por exemplo no esófago ou no intestino delgado). 

Nos homens, o melanoma encontra-se, muitas vezes, no tronco (zona entre os ombros e as ancas), ou na cabeça e pescoço. Nas mulheres, desenvolve-se muitas vezes na zona inferior das pernas. 

A ocorrência de melanoma na raça negra e noutras raças com pele escura é rara; quando se desenvolve em pessoas de pele escura, tende a ocorrer sob as unhas dos pés e mãos, na palma das mãos ou planta dos pés.

Esta é uma doença que se for reconhecida e tratada precocemente é quase sempre curável. Mas se não o for o cancro pode avançar e espalhar-se para outras partes do corpo, tornando-se difícil de tratar e podendo levar á morte. O melanoma é a forma mais perigosa de cancro de pele.


Diagnóstico

Uma mancha na pele pode dar origem a suspeitas de melanoma. Felizmente nem todas as manchas confirmam o diagnóstico.

As manchas (ou sinais) que levam á suspeita de melanoma são aquelas que apresentam alguma das características ABCD:

  • A-Assimetria. 
  • B-Bordos irregulares.
  • C-Cor irregular.
  • D-Diâmetro que aumenta com o tempo.

Se tem uma suspeita sobre um sinal deve ir ao médico. A única forma de confirmar uma suspeita de melanoma é através da biópsia. A biopsia consiste numa cirurgia em que o médico retira uma parte (ou a totalidade se for possível) do tecido (neste caso do sinal) para depois observar ao microscópio as células e realizar outras análises.



Sintomas

O melanoma passa muitas vezes despercebido nas fases iniciais porque ele não apresenta sintomas exceto nalguns casos em que pode aparecer uma irritação local que origina comichão. O principal sinal de alerta para a possibilidade de se estar a desenvolver um melanoma é uma alteração no tamanho, forma, cor ou textura de um sinal existente. O melanoma nas fases iniciais não dá dor. Por este motivo é essencial que cada um faça a sua autovigilância e inspecione regularmente a pele á procura de sinais suspeitos.





Sinais

O aspeto dos melanomas pode variar muito. A regra ABCD é uma regra criada para identificar características importantes na observação dos sinais suspeitos: A – Assimetria, B – Bordos, C – Cor e D – Diâmetro. Um sinal suspeito de melanoma terá pelo menos uma das características: é assimétrico, os bordos são irregulares, a cor é múltipla e/ou o diâmetro é maior que 6mm.

Se suspeita de algum sinal ou mancha na pele, boca ou olhos deve contactar imediatamente o médico.

Um aspeto a valorizar na observação de sinais é a sua evolução: o aparecimento de um novo sinal e que cresce rapidamente, um sinal que começa a dar comichão ou a ganhar crostas deve ser visto pelo médico para avaliar uma suspeita de melanoma.



Fases da doença

No melanoma são considerados várias fases de evolução da doença. São elas:

Fase 0 – Há alterações no ADN dos melanócitos mas estes continuam á superfície da pele. Não há invasão de outros tecidos.

Fase I – O sinal tem uma espessura de 1 a 2mm mas ainda sem invadir tecidos internos e não apresenta ferida.

Fase II - O sinal tem mais de 2 mm e apesar de ainda não ter invadido tecidos internos apresenta ferida.

Fase III – O melanoma tem a capacidade de se espalhar para os tecido mais próximos.

Fase IV – O melanoma tem a capacidade de se espalhar para outros tecidos do corpo através dos vasos linfáticos.



Tratamentos

O primeiro tratamento consiste sempre na cirurgia em que se tenta retirar por completo o melanoma e parte do tecido circundante. Consoante os estádios da doença poderão ser necessários tratamentos complementares como a quimioterapia, a imunoterapia e a radioterapia.



Prevenção

Quem já teve um melanoma tem um risco muito elevado de voltar a ter. 

Quem tem familiares com melanoma tem uma maior probabilidade de desenvolver melanoma.

Mesmo quem nunca teve um melanoma nem tem familiares com a doença está em risco de desenvolver a doença. A principal causa são as radiações solares e em particular os escaldões. Por esse motivo há que prevenir. 

A prevenção do melanoma passa por:

  • Evitar a exposição solar direta entre as 10h e as 16h.
  • Usar protetor solar o ano inteiro com proteção UVA/ UVB e com um SPF maior que 30.
  • Preferir a sombra, utilizar roupas que cubram o corpo, chapéus de aba larga e óculos escuros.
  • Não utilizar os solários.

É importante fazer ver que o sol é essencial á vida e ao bem estar das pessoas. Quando se alerta para a prevenção do melanoma e se pede que as pessoas evitem o sol é no sentido de evitar as exposições diretas em horas de intensidade de radiação muito intensa e em particular prevenir os escaldões.



As informaçðes e sugestðes contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas.