Micose

Micose

Micose é uma infeção da pele causada por fungos. Pode surgir em qualquer zona da pele incluindo as virilhas, mucosas e unhas. Quando a zona afetada é a unha chama-se onicomicose.

Existem muitas espécies de fungos mas só algumas conseguem causar doença no homem e apenas quando as condições lhes são favoráveis como é o calor e a humidade. Por este motivo é que as micoses são muito frequentes no verão e em zonas balneares (praias e piscinas).

O tipo de fungo e a zona da pele infetada vão originar diferentes aspetos à micose. Os fungos desenvolvem infeções na pele segundo padrões caraterísticos. É importante distinguir a micose de outras infeções para melhor se escolher o tratamento a utilizar e qual a melhor forma (pomada, loção, verniz, ou outro). 

Os tratamentos são sempre relativamente longos porque é necessário que nasça uma pele nova sã para considerar o tratamento completo. É muito frequente o doente parar o tratamento quando deixa de visualizar a micose, no entanto o fungo ainda está na pele (em camadas mais profundas, ou á superfície mas apenas mais enfraquecido) e a doença consegue reaparecer.


Diagnóstico

Muitas vezes basta a observação do aspeto da pele para se diagnosticar a micose uma vez que as lesões têm aspetos característicos.

Existem situações em que se recorre a técnicas que permitem melhor diagnosticar a micose como é o caso do uso da luz de wood.

Por vezes é indispensável a realização de exames complementares  em que se observam ao microscópio ou em cultura porções do tecido afetado, pus ou escamas da pele.

A especialidade médica que se dedica ao estudo dos problemas da pele é a dermatologia.

 



Sintomas

Os sinais e sintomas de uma micose vão depender do tipo de fungo e do local afetado. Muitas vezes o prurido (i.e. a comichão) em conjunto com manchas características da pele estão associados às micoses.

 

O doente queixa-se de desconforto (por causa da comichão) e do efeito inestético da lesão na pele.





Sinais

As micoses apresentam lesões características que poderão ter descamação e vermelhidão associados.



Tratamentos

As micoses tratam-se mas são difíceis de erradicar. É muito importante que o doente cumpra á risca o tratamento e também as medidas preventivas. As micoses são tratadas com antifúngicos em cremes, pomadas, pós ou loções. Por vezes poderá ser necessário a administração de antifúngicos por via oral.

Em complemento ao tratamento farmacológico pode-se sugerir as seguintes terapêuticas:

  • Aromaterapia - a fricção diária da pele com essência de gerânio numa base de azeite é utilizada para combater as micoses tinha do couro cabeludo, pé de atleta e outras micoses
  • Fitoterapia - o alho é utilizada na forma de pasta numa base de azeite e colocado sobre a zona afetada durante 15 a 30 minutos. O seu consumo por via oral, natural ou na forma de cápsulas, é também indicado para as micoses. Outras plantas utilizadas são óleo da planta de chá ou o pau-d’arco.
  • Homeopatia - na homeopatia utiliza-se o telúrio e a pasta de sépia para o tratamento da tinha.
  • Naturopatia - o vinagre de cidra é frequentemente indicado para o tratamento dos fungos. Nas micoses fazem-se banhos com 3 chávenas de vinagre em água e deixa-se atuar durante 20 minutos. Segundo a naturopatia deve-se eliminar da alimentação os alimentos ácidos (álcool, doces e citrinos) durante o tratamento de uma micose.

O tratamento de qualquer micose leva sempre algum tempo. É importante que o doente tome consciência desse fato para não desistir a meio. Se a infeção atingir camada mais profundas da pele é necessário permitir á pele a sua total renovação o que significa que pode ser necessário um tratamento mínimo de 1 mês.

 



Prevenção

Medidas gerais de prevenção:

A melhor forma de evitar micoses é ser-se saudável, ter bons hábitos de higiene e principalmente manter a pele bem seca e fresca. É essencial para prevenir as micoses:

  • Secar muito bem a pele depois de cada lavagem, especialmente no tempo quente. Dê particular atenção às virilhas, axilas, debaixo das mamas e entre os dedos.
  • Não partilhar toalhas.
  • Não caminhar descalço em locais húmidos como balneares e piscinas.
  • Usar roupas de algodão que absorvam o suor e sapatos abertos.
  • Mude de sapatos todos os dias.
  • Dispositivos médicos – existem hoje em dia disponíveis para venda aparelhos que permitem a desinfeção do calçado. Estes dispositivos podem ser úteis na medida em que de nada vale tratar a micose do pé se o doente continua a se auto infetar através dos sapatos contaminados.
  • Não usar utensílios de outras pessoas (sapatos, luvas, meias, toalhas, etc.).
  • Não utilizar material não esterilizado de uso comum como os alicate, tesouras e limas.
  • Caso tenha que trabalhar com a terra procure utilizar luvas e botas que o protejam.
  • Na praia utilize o chinelo.

Os doentes crónicos como os diabéticos por exemplo ou doentes sujeitos a medicação imunossupressora têm maior facilidade em apresentar micoses. Nesses casos são necessários cuidados redobrados.

 



As informaçðes e sugestðes contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas.