Sifilis

Sifilis

Doença de transmissão sexual (vaginal, oral ou anal), causada por uma bactéria (Treponema pallidum).

A infeção ocorre quando um individuo saudável contata com as feridas de alguém infetado.
Desde que houve o contato e aconteceu a infeção até aos primeiros sintomas aparecerem podem passar-se de 1 a 13 semanas, sendo em média 1 mês. No entanto existem casos de doentes infetados e que não tem sintomas.

Se não for tratada adequadamente, a sífilis evolui de primária para secundária e terciária e pode causar sérios danos no sistema nervoso central (SNC) e no sistema cardiovascular. A sífilis sem tratamento pode ser fatal. No entanto um diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem a cura da sífilis.

A infeção não confere proteção por isso uma pessoa que já tenha tido sífilis e tenha-a curado pode contrair novamente a doença. Uma grávida pode transmitir a infeção ao bebé caso esteja ou venha a ser infetada com sífilis.


Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através de:

  • Análises laboratoriais ao sangue (VDRL, anticorpos sífilis).
  • Analise laboratorial á medula óssea.
  • Análise laboratorial do exsudado das úlceras (líquido que sai da úlcera).
  • Observação das úlceras.

A escolha do exame laboratorial mais adequado vai depender da fase evolutiva da doença.



Sintomas

Os sintomas variam consoante a fase da doença e se houve ou não tratamento:

 

Sífilis primária – Cerca de 3 semanas a um mês após o contacto com a sífilis aparecem pápulas que rapidamente se transformam em úlceras, geralmente na vagina ou no redor dela, no pénis, na boca ou no ânus. Estas feridas, que se chamam de “ cancro duro” são muito contagiosas mas podem passar despercebidas pois não são dolorosas. Ao fim de algum tempo estas feridas desaparecem, mesmo sem tratamento. O desaparecimento das feridas não significa a cura, apenas representa a evolução da doença para a segunda fase, a sífilis secundária.

 

Sífilis secundária – Dois a seis meses depois de o cancro duro desaparecer aparece uma erupção (pequenas feridas cor de rosa/ purpura) em todo o corpo e em especial nas palmas das mãos e nas costas. Podem também surgir outros sintomas tais como: febre, dores de cabeça e garganta. Com frequência surge uma erupção com aspeto de verruga onde primeiro esteve o “cancro duro”. (A esta nova erupção dá-se o nome de condiloma nata). Todos estes sintomas desaparecem sem tratamento, o que não significa que a pessoa fique curada e a doença possa evoluir para a terceira fase.

Se não for feito tratamento:

Sífilis terciária – Os doentes podem ficar anos sem sintomas até que a doença reapareça. A fase terciária é a mais grave e origina lesões permanentes no coração, cérebro e outros órgãos, lesões que poderão ser fatais. 





Sinais

A sífilis apresenta lesões características em diferentes fases de evolução da doença como por exemplo o “cancro mole” na sífilis primária e o “condiloma lata” na sífilis secundária.



Fases da doença

A sífilis se não for tratada evolui de uma fase primária resultante da invasão da bactéria para uma secundária em que a bactéria se espalha pelo corpo todo. Por fim numa fase terciária onde há envolvimento de órgãos vitais como o coração e o cérebro.



Tratamentos

O tratamento da sífilis é sempre feito com o antibiótico penicilina. Nos doentes alérgico pode-se optar por outro antibiótico: a doxiciclina. As doses e o tempo de tratamento vão depender da fase da doença e da resposta do doente.
É importante que todos os parceiros sexuais do doente sejam tratados e acompanhados.



Prevenção

A forma de prevenir a sífilis é utilizando o preservativo em todos os contactos íntimos e/ou sexuais e evitar ter múltiplos parceiros.



As informaçðes e sugestðes contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas.